Mestre em Design pela PUC-RJ, Bárbara Szaniecki é uma designer conhecida nacional e internacionalmente, além de fazer parte do Conselho Editorial da Revista Global, uma produção virtual que visa o debate da globalização. Seus estudos buscam a relação entre cultura do espetáculo, ativismo e cartazes políticos.

Após sua palestra na noite de quinta-feira no FOCO 2006 – IV Fórum de Comunicação, Bárbara concedeu entrevista ao Em Foco. Veja parte dela abaixo e para vê-la na íntegra clique aqui.

Qual o poder do culture jamming como contraposto do espetáculo e como você observa seu alcance social em termos qualitativos?
A resistência atua, de maneira geral, de forma bem-humorada, retira a pompa do poder e compõe um produto escrachado. E essa é a potência dela. Enquanto o poder é uma imposição, a resistência age por contágio e assim consegue ser notada socialmente.

A Internet vem se constituindo como um poderoso espaço de produção e troca intelectual. Nesse sentido, que relevância ela possui para os movimentos de resistência?
Ela é importante por representar várias vozes, nesse sentido se contrapõe aos meios tradicionais que representam poucas. E é esse caráter polifônico que pode potencializar a resistência. Além disso, muitas pessoas tomam conhecimento de ações por meio dela.

Entrevista: Gabriel Herkenhoff
Edição:  Lívia Cunha

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